de novo o capítulo 1, agora depois de revisto. já não devo alterá-lo (muito) mais até o enviar para apreciação editorial. descubram as diferenças.
link para capítulo 1
quarta-feira, 12 de Agosto de 2009
terça-feira, 28 de Julho de 2009
um lugar para escrever
hei-de encontrar um lugar para escrever. o lugar que imaginei tem mar, árvores, música, sombra. mas é-me bastante um lugar onde possa estar sentado a escrever com o netbook à frente. chego a andar ou de comboio. talvez o rio por perto. sim, o rio. cresci perto do rio. em vila franca há rio. o comboio às vezes. passa lá de manhã. já o vi e era manhã. ia enchendo aos poucos. aí encheu muito mais. talvez vá nele e me ache perto do rio. alhandra tem rio. o comboio às vezes. que lugares por lá. para escrever? vi uma esplanada, acabava no rio, quero-me lá. para me ver. experimentar-me a escrever num lugar assim. acho que era alhandra. o comboio às vezes depressa. as coisas parecem borrões de coisas vistas do comboio às vezes. que lugares por lá. vou indo. vou descobrir-te. vou acabar-te.
quinta-feira, 2 de Julho de 2009
«marés de inverno» na SURF PORTUGAL
a revista SURF PORTUGAL traz na edição de julho um artigo sobre o livro... e o autor.
de novo o meu agradecimento ao Miguel Pedreira pelo texto e também à Maria Caiola pela fotografia. que já recolheu a sua expressiva dose de elogios e refiro-me unicamente à fotografia. e no entanto continuo sem perceber por que imprevisível razão me deixei apanhar de chinelos...
não corram todos ao mesmo tempo a comprar a revista porque eu ainda não comprei o meu exemplar. e se calhar tenho de comprar 2 ou 3. não quero que esgote antes de a ter nas mãos :)
de novo o meu agradecimento ao Miguel Pedreira pelo texto e também à Maria Caiola pela fotografia. que já recolheu a sua expressiva dose de elogios e refiro-me unicamente à fotografia. e no entanto continuo sem perceber por que imprevisível razão me deixei apanhar de chinelos...
não corram todos ao mesmo tempo a comprar a revista porque eu ainda não comprei o meu exemplar. e se calhar tenho de comprar 2 ou 3. não quero que esgote antes de a ter nas mãos :)
sábado, 27 de Junho de 2009
«livro 2», cap 1
eis o primeiro capítulo do «livro 2»
antes ainda da revisão final
© 2009, luís miguel raposo
«livro 2», cap 1
antes ainda da revisão final
© 2009, luís miguel raposo
«livro 2», cap 1
quinta-feira, 18 de Junho de 2009
revista Parq
a edição de junho (nº 13) da revista Parq traz um artigo sobre o «marés de inverno» e algumas observações resultantes de uma entrevista que concedi. algumas curiosidades reveladas... o meu agradecimento ao Miguel Pedreira pelo convite e pela entrevista, ao Francisco Vaz Fernandes, director da Parq e ao Francisco de Almeida pelas fotografias.
a revista é de distribuição gratuita.
no site encontram os locais onde podem encontrá-la. a distribuição do número 13 começa 6ª feira, 19 junho.
podem fazer o download (pdf) em:
http://www.parqmag.com/
a revista é de distribuição gratuita.
no site encontram os locais onde podem encontrá-la. a distribuição do número 13 começa 6ª feira, 19 junho.
podem fazer o download (pdf) em:
http://www.parqmag.com/
sábado, 13 de Junho de 2009
a origem
uma votação: o capítulo preferido de quem leu: nenhum venceu. três empataram no primeiro lugar. sobra a minha escolha, entre esses. escolho o capítulo 6 por a razão única de ser a origem do «marés de inverno». foi por aqui que comecei a escrevê-lo. durante muito tempo foi o capítulo 4, a origem, a Daniela, o fim da praia do cds e ela a chegar por um alcatrão velho para o fundo do olhar do peito da descoberta do vasco. depois, no arrumar definitivo dos capítulos calhou-lhe o capítulo 6. mas sempre a origem.
«Recordei-me da primeira vez que a vi, sentada na última escada de pedra, com a praia a acabar-se logo ao seu lado.» clique para abrir o capítulo 6 (pdf).
«Recordei-me da primeira vez que a vi, sentada na última escada de pedra, com a praia a acabar-se logo ao seu lado.» clique para abrir o capítulo 6 (pdf).
sábado, 6 de Junho de 2009
a árvore e os ramos caídos
eu e o carro na auto-estrada, o dia no fim, uma música no extremo do volume. não ouvi porque a música mas senti a tremedeira no bolso. atendi, deixei-o cair, baixei o som. era um grande amigo. e com a voz dele veio-me a tristeza do que sofre.
já fomos ramos da mesma árvore. tempo sobre tempo assim juntos debaixo do mesmo frio, chuva igual, calor sulfuroso a esfolar igual, dependurados de uma raiz comum. surfámos juntos. lembro-me de algumas ondas. eu caí primeiro da nossa árvore porque não estava maduro. até acabamos num apelido igual. morámos em Almada tantos anos, só podia ser. deixámos a terra fomos morar para torres vedras. de novo a comunhão do mesmo prédio. era um prédio que dava a volta e por isso encarávamos de frente desde as nossas varandas. eu estava lá à noite para escrever «marés de inverno» tu estavas para um cigarro. uivavas sempre quando me vias sentado a escrever e eu uivava-te de volta. também uivavas no mar. conheci outros que uivavam no mar mas nenhum como tu, a tua genuinidade é única ultrapassa todos. nisso somos diferentes. ganhas-me. grande «mano», apesar das estradas sinuosas do destino não te esqueço. comemos juntos à mesma mesa tu sempre à frente para nos continuarmos a ver também à mesa. comi da tua comida disposta no teu prato e tu comeste da minha. desculpa se te enchia a comida de picante e até o rebordo do copo ou o gargalo da garrafa por onde bebias quando te levantavas para trazer a última cerveja do frigorífico porque sempre foste o mais prestável. eras também o que mais sorria e o teu sorriso é único. mas com o tempo acabaste por gostar de picante.
o tempo é de dor, sei-o bem, quando as mãos do divórcio sacudiram a nossa árvore eu fui o primeiro a cair. agora de novo.
GRANDE MAR... (já reparaste que o teu nome começa no mar?), FORÇA, CORAGEM! TENS UM MUNDO DENTRO DE TI ONDE O SANGUE DE VIVER CORRE SEMPRE.
já fomos ramos da mesma árvore. tempo sobre tempo assim juntos debaixo do mesmo frio, chuva igual, calor sulfuroso a esfolar igual, dependurados de uma raiz comum. surfámos juntos. lembro-me de algumas ondas. eu caí primeiro da nossa árvore porque não estava maduro. até acabamos num apelido igual. morámos em Almada tantos anos, só podia ser. deixámos a terra fomos morar para torres vedras. de novo a comunhão do mesmo prédio. era um prédio que dava a volta e por isso encarávamos de frente desde as nossas varandas. eu estava lá à noite para escrever «marés de inverno» tu estavas para um cigarro. uivavas sempre quando me vias sentado a escrever e eu uivava-te de volta. também uivavas no mar. conheci outros que uivavam no mar mas nenhum como tu, a tua genuinidade é única ultrapassa todos. nisso somos diferentes. ganhas-me. grande «mano», apesar das estradas sinuosas do destino não te esqueço. comemos juntos à mesma mesa tu sempre à frente para nos continuarmos a ver também à mesa. comi da tua comida disposta no teu prato e tu comeste da minha. desculpa se te enchia a comida de picante e até o rebordo do copo ou o gargalo da garrafa por onde bebias quando te levantavas para trazer a última cerveja do frigorífico porque sempre foste o mais prestável. eras também o que mais sorria e o teu sorriso é único. mas com o tempo acabaste por gostar de picante.
o tempo é de dor, sei-o bem, quando as mãos do divórcio sacudiram a nossa árvore eu fui o primeiro a cair. agora de novo.
GRANDE MAR... (já reparaste que o teu nome começa no mar?), FORÇA, CORAGEM! TENS UM MUNDO DENTRO DE TI ONDE O SANGUE DE VIVER CORRE SEMPRE.
quinta-feira, 4 de Junho de 2009
o novo fato II
quarta-feira, 3 de Junho de 2009
o novo fato
e de repente atirei-me para dentro de umas calças, uma t-shirt apesar de ser noite, os chinelos de praia apesar de ser cidade mas era uma noite quente e podia ser praia e corri a comprar um fato. e comprei, já o tenho. tantos fatos depois e continuo a encontrar a mesma secreta emoção de criança com a novidade brilhante de um brinquedo nas mãos. fiquei ali a mirá-lo aberto em cima da cama e do meu cansaço adormeci no sossego de sabê-lo ali para o próximo mar. mais tarde chegou de lisboa e do yôga a minha mulher e o fato estava ainda aberto como um pijama e o crime do preço posto por cima para carregá-lo de gravidade, por isso como uma pijama estava no lugar dela. mas a minha mulher não me acordou. pendurou-o num cabide, alisou-o com as mãos, deitou-se também para dormir. por detalhes assim eu admiro-me a amá-la.
experiência de leitura relatada
primeiro foi assim:
«Depois de ler o seu livro, eu não poderia ficar parada como se nada tivesse sido.
A sua escrita tem a alma e a linguagem do mar.
Primeiro chega-nos o "arrepio", que nos vem de frases inesperadas, hesitamos em entrar porque não sabemos se iremos vencê-lo, se valerá a pena...
Mas logo a seguir vem mais uma frase, mais uma onda que nos convida a entrar, até que nos rendemos e nos entregamos... e o mar toma-nos, leva-nos, envolve-nos, por vezes de tal modo que nos faz bater com força no fundo, e arranhamo-nos na areia, tememos as rochas... do mesmo modo que o seu livro nos arranha a alma, as memórias, as emoções... e depois, finalmente, o vir à superfície... a liberdade de respirar, de ver o céu apenas sobre nós e de nos deixarmos levar até à areia, numa onda que de tão forte que era acaba por se desfazer em espuma suave...
E assim se chega ao fim do seu livro... com a leveza da espuma a desfazer-se na areia e com o coração a bater mais forte de emoção ...
Se o mar pudesse escrever... estou certa de que seria assim.
Parabéns, espero que continue a escrever muito, muito, muito.»
e depois:
«A minha história do seu livro é assim: descobri-o por acaso ... senti o "cheiro" a mar e comprei sem saber o que iria encontrar... nesse dia à noite peguei nele para ler a primeira página... estranhei a escrita... voltei ao início e ... só consegui parar quando já ia a meio do livro... e só porque no outro dia tinha de me levantar bem cedo! No dia seguinte li a outra metade de uma só vez. Foi assim. Mas ainda não acabei o livro... porque este não é livro que se acabe! Continua no topo da pilha de livros que tenho à cabeceira e vou relendo um ou outro capítulo ao sabor do acaso ... pelo prazer de o saborear agora mais devagar !
E ainda não o consegui substituir por nenhum outro...
... vou continuar a comprá-lo (agora para oferecer aos amigos), a divulgar, a seguir o seu blog e a comentar... e quem sabe um dia me "lanço" eu num blog também.
Escreva sempre ... !»
obrigado pelas palavras, por partilhar a experiência de leitura, por permitir a divulgação.
e depois nasceu um novo blog http://tentadoramaresia.blogspot.com/
parabéns Out of the Blue!
valeu a coragem
«Depois de ler o seu livro, eu não poderia ficar parada como se nada tivesse sido.
A sua escrita tem a alma e a linguagem do mar.
Primeiro chega-nos o "arrepio", que nos vem de frases inesperadas, hesitamos em entrar porque não sabemos se iremos vencê-lo, se valerá a pena...
Mas logo a seguir vem mais uma frase, mais uma onda que nos convida a entrar, até que nos rendemos e nos entregamos... e o mar toma-nos, leva-nos, envolve-nos, por vezes de tal modo que nos faz bater com força no fundo, e arranhamo-nos na areia, tememos as rochas... do mesmo modo que o seu livro nos arranha a alma, as memórias, as emoções... e depois, finalmente, o vir à superfície... a liberdade de respirar, de ver o céu apenas sobre nós e de nos deixarmos levar até à areia, numa onda que de tão forte que era acaba por se desfazer em espuma suave...
E assim se chega ao fim do seu livro... com a leveza da espuma a desfazer-se na areia e com o coração a bater mais forte de emoção ...
Se o mar pudesse escrever... estou certa de que seria assim.
Parabéns, espero que continue a escrever muito, muito, muito.»
e depois:
«A minha história do seu livro é assim: descobri-o por acaso ... senti o "cheiro" a mar e comprei sem saber o que iria encontrar... nesse dia à noite peguei nele para ler a primeira página... estranhei a escrita... voltei ao início e ... só consegui parar quando já ia a meio do livro... e só porque no outro dia tinha de me levantar bem cedo! No dia seguinte li a outra metade de uma só vez. Foi assim. Mas ainda não acabei o livro... porque este não é livro que se acabe! Continua no topo da pilha de livros que tenho à cabeceira e vou relendo um ou outro capítulo ao sabor do acaso ... pelo prazer de o saborear agora mais devagar !
E ainda não o consegui substituir por nenhum outro...
... vou continuar a comprá-lo (agora para oferecer aos amigos), a divulgar, a seguir o seu blog e a comentar... e quem sabe um dia me "lanço" eu num blog também.
Escreva sempre ... !»
obrigado pelas palavras, por partilhar a experiência de leitura, por permitir a divulgação.
e depois nasceu um novo blog http://tentadoramaresia.blogspot.com/
parabéns Out of the Blue!
valeu a coragem
Subscrever:
Mensagens (Atom)
